Inglaterra Londres
A capital, e sede da monarquia inglesa, é
considerada a terra das oportunidades e atrai muitos estrangeiros.
Londres não pára, é o lugar perfeito para quem gosta de agitação. A
noite acontece na região do Piccadilly e do Soho. Pubs e night clubs
estão sempre lotados, alguns parecem até um pouco decadentes. A famosa
esquina do Piccadilly Circus chama a atenção com seus luminosos,
acessos o tempo todo.
A diversão está por todo o lugar, bares e salas de
cinema, para todos os estilos e gostos. A região também oferece todo o
tipo de comércio, desde quinquilharias para turistas até requintadas
lojas com marcas de famosos estilistas. Entre as diversas atrações de
Piccadilly está a Royal Academy, fundada em 1768, que abriga uma
exposição permanente e inclui o relevo de Michelangelo, “Madona e
Menino” (1768).
Durante o dia, os artistas de rua dominam o Covent
Garden. Inspirada na praça de Livorno, na Toscana, Itália, a área
oferece cafés a céu aberto, feirinha de artesanatos, lojas e
restaurantes, além de servir de palco para todo o tipo de expressão
artística. Os arcos da St. Paul’s Church é o palco oficial das
apresentações, mas por toda da região existe alguém encenando ou
tocando algum tipo de instrumento. Como os espetáculos são a céu
aberto, não se cobra nada para assisti-los, mas é sempre bom ter
algumas moedas no bolso para quando o artista passar o chapéu. A
tradição das apresentações artísticas começou em 1662, quando
Samuel Pepys assistiu a uma apresentação de marionetes no local.
Para quem aprecia a arte em teatros fechados, o
Covent Garden oferece a Royal Opera House, sede da Royal Opera e da
Royal Ballet Companies, o Theatre Royal e o St. Martin’s Theatre que
apresenta a mais antiga peça em cartaz no mundo, “A Ratoeira”.
Ainda na região fica um dos pubs mais antigos de Londres, o Lamb and
Flag, de 1623, na Rose Street.
Em Londres está o museu público mais antigo do
mundo. Fundado em 1753 para receber as coleções do médico Hans Sloane,
o British Museum possui atualmente um acervo com objetos desde a
Pré-História até os dias atuais. Outros museus como o Science Museum,
o Natural History Museum, Victoria and Albert Museum também valem uma
visita. O Madame Tussaud, que começou modelando máscaras em cera de
vítimas da Revolução Francesa, traz atualmente esculturas em cera de
políticos, atores, cantores e famosos em geral. Quem se interessa por
história e tem curiosidade em conhecer como era a vida em Londres desde
a pré-história até o século 20 deve fazer uma visita ao Museum of
London.
A Tate Modern é uma das mais modernas galerias de
arte da cidade e possui um acervo dividido em quatro grupos: paisagens,
naturezas-mortas, nus e obras históricas. Entre as obras destacam-se
“As três dançarinas”, de Picasso, “A Metamorfose de Narciso”,
de Dali, e o díptico “Marilyn”, de Andy Warhol.
A Tower Bridge, obra de engenharia vitoriana, é um
dos símbolos da cidade. As duas torres góticas possuem mecanismos que
levantam a pista da ponte para a passagem de navios. Das passarelas
tem-se uma bela vista do rio Tâmisa.
Outro símbolo da cidade é a Torre de Londres com
suas histórias de tortura e lendas. Ela foi construída a pedido do rei
Guilherme, o Conquistador, em 1066 para proteger a entrada da cidade. No
início era apenas uma fortaleza de madeira, anos mais tarde, foi
erguida a White Tower, que serviu de residência real, de arsenal e de
prisão para os inimigos da Coroa. Muitos foram torturados no local,
entre os mortos estavam os filhos e herdeiros de Eduardo IV, que ficaram
conhecidos como “os príncipes da torre”. Após a morte de Eduardo
IV, o tio Ricardo Gloucester, para ser coroado rei, sumiu com os
herdeiros, duzentos anos depois os esqueletos dos garotos foram
encontrados no local. Atualmente a Torre de Londres abriga a coleção
de jóias da Coroa e várias exposições de arte. Os habitantes mais
famosos do local são seis corvos. Segundo uma lenda, o reinado cairá
no dia em que eles fugirem da torre. Para garantir a realeza inglesa,
dizem que as aves têm as asas cortadas.
A London Eye, a maior roda gigante do mundo, é uma
das mais recentes atrações da cidade. Construída no ano 2000 para
comemorar a chegada do novo milênio, tem 135 metros de altura. Uma
volta dura cerca de meia-hora e oferece uma visão privilegiada da
cidade.
O prédio do Parlamento é um dos mais famosos
cartões-postais da capital inglesa. Desde o século 16, o prédio é
sede das duas câmaras do Parlamento – a dos Lordes e a dos Comuns. A
Torre do Relógio é onde está o Big-Ben, sino de 14 toneladas
instalado em 1858.
É na Abadia de Westminster que acontecem as
cerimônias reais. Coroações, casamentos e até os sepultamentos dos
monarcas britânicos são feitos no local. A última coroação
realizada em 1953, da atual rainha Elizabeth, foi a primeira transmitida
pela televisão.
O Palácio de Buckingham é a residência oficial da
rainha em Londres. Erguido no século 18, passou por uma reforma em 1826
a pedido de Jorge IV para se transformar em residência real, mas foi
só em 1837 que o primeiro monarca se mudou para o local, a então
rainha Vitória. Sempre que a família real está no palácio, é
hasteado o estandarte real. A famosa cerimônia de troca de guarda
acontece no pátio em frente ao edifício. O desfile, com meia-hora de
duração, atrai muitos turistas e os melhores lugares são muito
concorridos.
Londres possui muitos parques, mas o mais famoso é o
Hyde Park. A propriedade fazia parte das terras da Abadia de Westminster
e era usado apenas pela família real. Jaime I foi quem abriu o parque
ao público no início do século XVII. Em pouco tempo o parque
tornou-se um dos lugares mais elegantes da cidade. Com os anos o Hyde
Park passou a atrair, infelizmente, duelistas e salteadores. Por isso,
Guilherme III mandou instalar 300 lampiões na Rotten Row, que se tornou
a primeira rua iluminada da Inglaterra. Em 1872 o país aprovou uma lei
que permite a todas as pessoas falar sobre qualquer assunto. Desde
então foi criada a Speaker’s Córner (esquina dos oradores). Aos
domingos muitas pessoas param para ouvir os eloqüentes discursos de
anônimos oradores.
A Londres de hoje pouco lembra a cidade soturna onde
atacava o maníaco Jack – O Estripador, que abordava e matava com
requintes de crueldade as prostitutas da cidade. Mas, as histórias
sobre o mais famoso assassino londrino continuam vivas e se você quiser
conhecer um pouco mais sobre elas pode se informar em agências de
turismo que oferecem walk tours, passeios a pé, durante a noite pelos
locais preferidos por Jack para fazer suas vítimas.
A vida em Londres não é barata, muito menos para os
brasileiros que recebem em reais e gastam em pounds (libras esterlinas),
mas é possível conhecer a cidade sem gastar muito. A linha de metrô
da cidade é a mais antiga e uma das maiores do mundo, chamada de “tube”
pelos londrinos. É possível comprar passes diários, semanais e
mensais, o que significa uma grande economia. Os passes dão direito a
usar além do metrô as linhas de ônibus da cidade. Só é preciso
prestar muita atenção nas zonas de abrangência. A cidade é dividida
em várias áreas e os tickets de metrô devem ser colocados nas
catracas tanto na entrada quanto na saída da linha e se o seu ticket
não for válido para aquela área a roleta não é liberada. Tome
cuidado, os fiscais estão por todos os lados das estações. A multa
por andar sem o ticket válido nos metrôs é de 10 pounds e nos ônibus
5 pounds. Apesar de se ver muitos policiais nas ruas, cuidado com os
batedores de carteira que costumam assaltar turistas e moradores
descuidados. Esteja sempre atento com a sua segurança.